02abr11 - Comunidade (por Munir Soares)

01/04/2011 20:52

 UMA NOVA REALIDADE

Laguna encolheu. Com a criação do município de Pescaria Brava perdemos território, e boa parte da população, coisa na casa de uns 10.000 habitantes. Os debates, que antecedem a eleição municipal de 2012, devem ter como tema, esta nova realidade. Pela nova geografia da terrinha, a maioria dos habitantes mora e trabalha, no perímetro urbano. Carência habitacional, falta de saneamento básico, criação de novos empregos, segurança são itens que devem merecer atenção especial, em qualquer plano de governo.

A nova divisão territorial evidencia, mais acentuadamente, que nosso futuro está, mesmo, no turismo. Turismo histórico, paisagístico, cultural e gastronômico. Uma vocação que exigirá a presença de governantes competentes, responsáveis, e de uma sociedade cada vez mais participativa.

 

AS JÓIAS DA COROA: 

Do Bananal até a Madre. Região belíssima. De Cabeçuda à Nova Fazenda. Beleza e tranqüilidade. Todas as comunidades debruçadas sobre as lagoas Santo Antônio, Imarui e Mirim. Lembrando, ainda, a futura ponte estaiada, que deve acrescentar maior brilho à paisagem. Do lado leste, toda a região da ilha, com suas praias e o maravilhoso Farol de Santa Marta. Centro Histórico. Molhes da barra, botos, praias do Mar-Grosso, Iró, Gi, praia do Sol, Itapirubá.

 

CALCANHAR DE AQUILES:

___ Estradas, inclusive as de acesso aos pontos turísticos. O que há por fazer?

A BR SC 100 (Farol) parece, que terá seu início este ano. Prefeito Célio promete pavimentar a estrada que liga a Prainha do Farol à Praia do Cardoso, e reformar toda a orla do Mar-Grosso. 

___ Tá no papel.

Controle da balneabilidade da lagoa, nas proximidades do Hotel Lagoa. Pavimentação da estrada que Liga praias do Gi, Sol e Itapirubá. Elaboração de projeto, visando construção de estrada de Laguna ao município de Imbituba, pelas praias. Acesso decente à pedra do Frade (passarela por entre às pedras do lado leste?). Pavimentação da estrada para Barbacena, até a BR 101. Recapeamento asfáltico da Calistrato Muller Salles (trecho da Rodoviária até o Posto Policial do Portinho); um novo corredor viário para os veículos de grande porte, etc.

___ Com relação à ligação Cabeçuda/Centro Histórico, prefeito Célio garante pavimentação da rua principal, desde o centro da localidade até o Mato Alto. O projeto do esgoto para todo o perímetro urbano (28 milhões), ainda não saiu da gaveta, deixando a população, na maior fossa.

Terminado este devaneio, fico na expectativa, de que a população votante, saiba escolher governantes à altura da nova Laguna.

 

PESCARIA BRAVA – Começa a disputa

Na disputa pela prefeitura do novo município, vereador Deyvinson de Souza (PMDB), saiu na frente. Vestiu a camiseta de candidato, e agilizou reunião no TRE-SC, em busca de informações, e instruções sobre o pleito. Tal iniciativa ouriçou as demais lideranças do antigo distrito. Donga, membro ativo da Comissão que batalhou pela emancipação, através do microfone da Rádio Garibaldi (Álvaro) defendeu a candidatura de Everaldo dos Santos (PMDB), atual presidente da Câmara de Laguna. Everaldo, disse ele, é o único, verdadeiramente, filho de Pescaria Brava, e presença marcante, em todos os pleitos e realizações naquela região. 

Everaldo vai, mesmo, aventurar-se numa candidatura à Prefeitura da Laguna, ou o bom senso o aconselhará a entrar na disputa, pela prefeitura de Pescaria Brava, seu principal reduto eleitoral? 

O distrito de “Pescaria”, sob a batuta do líder Pedro Francisco da Silva (mô Pai), inúmeras vezes, alterou os rumos da política da Laguna. Seu filho, Antônio Pedro, era vereador vitalício. Ganhava todas. Além de Everaldo, Mário Sacheti e Nico Coelho, filhos do distrito, também, exerceram o mandato de Presidente do Poder Legislativo da terrinha.

Atualmente, são outras as lideranças políticas do novo município: Engenheiro Antônio dos Santos, seu irmão, vereador Everaldo, edis Deyvinson, Nega e Aderbal M. Cardoso. Destaque, ainda, para Antônio Honorato, Donga, Mauro Neves, e Zé Pretinho. Sem esquecer de Pedro Guimarães, uma fera contra a emancipação.

 

ASSOMBRAÇÃO 

Pelo que se comenta, Everaldo dos Santos não se livrará do Tono Laureano tão facilmente. Tono pretende transferir o título de seu filho para Pescaria Brava. Tentará uma vaga na Câmara. A briga vai continuar.

 

A VIRGEM E A MELISSINHA

Às vésperas de mais um importante pleito eleitoral, candidatos á Prefeitura e à Câmara Municipal defrontam-se com um antigo fantasma: dinheiro para a campanha, cada vez mais cara. Quem não tem “mensalão”, caça com “caixa dois” ou com “regalos” de empreiteiras. É o abuso do poder econômico, corrompendo a máquina eleitoral. A justiça aperta o cerco. Aumentam os casos de perda de mandatos.

Um candidato de poucas posses continuava acreditando no partido. Na hora do “pega pra capar”, o dinheiro apareceria. O Fundo partidário azeitaria a máquina, na reta final. Assim, aquele candidato a vereador acreditava. A campanha foi queimando suas reservas financeiras. Candidato de Oposição, não podia dispor dos famosos e folclóricos, “caminhões de barro”. Fiel à tradição, distribuíra algumas mangueiras, para instalações hidráulicas, latas de tinta e jogos de camisetas para times de futebol, mas já estava na lona. Do partido recebeu alguns “santinhos” e muitas promessas!

___ Quem sabe, uma caminhada pelas areias finas da praia do Mar-Grosso, sossegasse suas angústias de candidato. Um camelô, com uma cesta cheia de sandálias de plástico poderia ser a chance de acabar com sua campanha “pé-de-chinelo”. Comprou tudo. Seria uma revolução eleitoral. Sapato de plástico em troca de votos.

Sem saber, estava lançando moda ao distribuir o protótipo das futuras “melissinhas”.

Cem pares de sapatos por dez votos. Como os cabos eleitorais não eram confiáveis entregou, apenas, metade dos calçados (todos, pé esquerdo). Após a eleição, entregaria os outros. Urna aberta, traição comprovada. Nenhum voto para o candidato.

___ Olho por olho. Não lhe mandarei os outros 50 sapatos, Traiu, mas não levou.

Engano do candidato. Cabo eleitoral, que se comunica, não se trumbica. Outro líder comunitário infiel havia recebido 50 pés direito dos tais sapatos. Reuniram-se. Juntaram o espólio, e ofereceram aos seus eleitores, 50 pares das futuras “melissinhas”.

 

PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS

Outro candidato colocou seu nome à disposição do partido, disposto a tornar real, o sonho de eleger um candidato lagunense à Assembléia Legislativa. O fundo partidário e mais algumas doações seriam suficientes para alavancar sua candidatura. O sonho continuou, mesmo quando o dinheiro acabou.

Numa tarde, defronte ao Brigitte Bar, o candidato, que já estava mais liso que sovaco de santo, recebeu de seu cabo eleitoral mais chegado, uma injeção de otimismo e devoção. O cidadão, homenzarrão de mais de 2 metros de altura, entregou-lhe um envelope e, sem dizer palavra alguma, retirou-se, imediatamente. Era dinheiro, suficiente para revitalizar sua campanha.

Fim da apuração. Nosso candidato não foi eleito, mas recebeu a maior votação que um candidato da terra já tivera até então. O primeiro gesto foi ir à casa de seu amigo agradecer o empréstimo.

___ Em nome de Deus...

___ Não, por favor, Deus não! Foi a mãe Dele quem me “emprestou” o dinheiro. A sua frente, no quarto de sua progenitora, num oratório, a imagem da Virgem. Sob seus pés, um cofre violado. Dentro dele, uma promissória assinada, reajustável pelos índices inflacionários e pagável, quando possível.

Fui informado, de que a mãe do cabo eleitoral iria entregar o dinheiro do cofrinho, na semana seguinte. Nunca fiquei sabendo se a dívida foi resgatada, antes da abertura do cofre.

O caso da “melissinha” e do empréstimo da Santa são verídicos.

 

 

FEIRA DE HORTALIÇAS

Ao visitar a feira de hortaliças em Urubici o governador Raimundo Colombo, impressionado com o tamanho do pepino, o apelidou de “SDR”. O pepinão do seu governo.

 

LOBOS ENGENHARIA E AS BOCAS DE LOBO

A repavimentação das ruas do Centro Histórico é uma obra inédita, na terrinha. A recolocação dos paralelepípedos merece destaque, no entanto, o arremate foi esquecido... Com o trânsito e as bocas de lobo, sem acabamento, as pedras estão se soltando, e alargando o buraco... O rolo compactador não foi passado, e pedras continuam jogadas sobre a calçada. Na Tenente Bessa, a obra foi interrompida por questões técnicas, mas deixaram, nas proximidades da Unidade Central de Saúde, um morro de areia ao lado de um enorme buraco, bem no meio da rua. Que falta faz um fiscal da prefeitura.

 

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