05mar11 - Comunidade (por Munir Soares)

04/03/2011 14:47

 

MILAGRE DO “DIVINO”.
Geraldo Knaben foi meu colega de trabalho, durante vários anos. Um figuraço. O “Divino”, como era conhecido entre nós, sabia de tudo, conhecia todas as manhas, macaco velho.
___ Em caso de dúvidas, confie em mim, o “Divino” manja.
Mora na filosofia. O homem, dizia-me ele, vive em choque consigo mesmo. Num dilema entre o “ser” e o “poder”. Uma alma embriagada transcende a fronteira, entre o real e a fantasia. Passa viver entre estas duas dimensões rindo e cantando, como se ouvisse música. “Divino” é um filósofo que bebe com arte e, às vezes, era bebendo, que fazia suas “artes”.
Naquele carnaval, “Divino” resolvera refugiar-se em sim mesmo, e programou um retiro. Uma “pescaria espiritual”, na Ilha dos Lobos. Longe da folia. Com seus quatro companheiros, navegou ate à ilha. Na bagagem, cinco litros de cana com butiá. Com vários anos de infusão, os frutos estavam bem curtidos na cachaça. Uma raridade, e como tal, foi acondicionada na embarcação, com todo o cuidado. O desembarque na ilha foi cauteloso. O butiá, carregado no andor, com a mesma devoção das antigas carolas de sacristia. Estranha procissão. Devotos fanáticos.
Tudo ia bem, até que uma pedra solta, provoca a queda, e o garrafão, em mil pedaços, derrama a bebida por entre as trincas do rochedo. Os bagos do butiá rolam pela grama.
___ E, agora? Pescaria, mesmo espiritual, sem cachaça, era um inferno!
E, ali estavam eles, isolados, pois a lancha, somente retornaria na quarta feira de cinzas. O que fazer, para matar a sede?
No segundo dia, domingo de carnaval, dia do Bloco da Pracinha, “Divino” surgiu todo alegre, vestindo fantasia feita à base de penas de gaivota. Na segunda-feira gorda, “Divino” estava eufórico, marcando ritmo num casco de tartaruga, rodopiava com a graça de um Mestre-sala. Os companheiros, desconfiados de toda aquela alegria, utilizaram o “bafômetro” boca-a-boca. O teor etílico era altíssimo.
___ “Divino”, existe algum bar secreto aqui na ilha?
___ Como conseguiste a bebida?
___ Aqui, dizia o “Divino”, batendo com a mão nos bolsos.
___ Como? Exclamaram todos
___ “Divino” com cara de santo do pau oco, respondeu:
___ CHUPANDO!
Dito isto, retira dos bolsos baguinhos de butiá, exaustivamente recolhidos de entres as gretas das pedras. Além de chupar os bagos, ainda quebrava os coquinhos. Ele acabara de inventar o aperitivo em drágeas.
Esperava-se, que um dia, a Ilha dos Lobos ficasse coberta de pés de butiá, milagre do “Divino”. Não aconteceu, porque alguém degredou na ilha, um casal de coelhos, que procriou e devorou a vegetação.
Um abraço ao Geraldo Knaben, rezando pela recuperação de sua saúde.

SECRETARIAS REGIONAIS
Infelizmente, nenhuma decisão. Com quase 60 dias de governo, Raimundo Colombo, ainda não conseguiu nomear todos os titulares. Na Laguna o imbróglio poderia ser resolvido, festivamente, no baile da pracinha do Magalhães. Num concurso apresentado por Zé Mala, os candidatos a Secretário Regional da 19ª apresentar-se-iam perante um júri constituído por figuras conhecidas, como Silverinho e Poliba. Mostrando versatilidade, criatividade, competência e popularidade, os pretendentes desfilariam travestidos de “bonecas” ou de “musas”. Poderiam ser acompanhados por seus padrinhos políticos, e levar torcida organizada. Se a decisão for para o segundo turno, o tira teima seria no trio elétrico do Bloco da Pracinha, no domingo. Edmundo Branco continua confiando na performance de Antônio dos Santos.

BERBIGÃO DO BOCA
Diretamente da Felipe Schmidt, Floripa, o repórter “Marreco” informa ao Léo Filipe, por e-mail: “Perfeitamente identificada à presença do Carlos Augusto Baião da Rosa, (Cabeça) desfilando, novamente, no bloco “Berbigão do Boca”. Inconfundível!

GATAS NO VERMELHO
Uma das tradições do carnaval de praia é a partida de futebol “Maiôs x biquínis”. Homens travestidos de “gatas” disputando a bola na areia da praia. Times formados por “atletas” da sociedade lagunense (políticos, comerciantes, empresários, funcionários liberais, comerciários etc.) Este ano, ao que parece, houve um mal-entendido, e as gatonas acabaram recebendo cartão vermelho da polícia. Nem entraram em campo. Não fui testemunha do fato. Uns dizem, que o ônibus que levava as “gatonas” estava com a documentação irregular, outros afirmaram que, por impossibilidade de seguir em frente, cortaram o caminho, na contramão (um pequeno trecho). Barrados pelos policiais houve bate-boca. Jogo cancelado.
Episódio lamentável, pois acontece no momento em que todo o aparato policial da cidade faz um trabalho excepcional. A “operação varredura” executada em todas as áreas de risco, já retirou de circulação, inúmeros marginais. Houve grande apreensão de armas, drogas e de produtos de roubos. Um meritório trabalho de conjunto, inclusive com participação ativa da sociedade. É hora da segurança de todos. Deixemos o trivial para análise, depois do carnaval.
Laguna mudou. Saudade dos tempos em que o destacamento policial, sob o comando do Tenente Hermógenes, era composto pelo Cabo Mário, Hugo e Chico-polícia, sem esquecer do famoso praça “Bateria”. Hoje, temos um batalhão e a realização de qualquer evento, mesmo constando de programação oficial de turismo, deve ser comunicada aos órgãos de segurança do município. Prevenir é melhor que remediar.

JERÔNIMO COELHO PEDE SOCORRO
O prédio do Grupo escolar Jerônimo Coelho está fantasmagórico. Nem o Drácula estudaria ali. Um horror. Dizem que internamente, o quadro é ainda pior. Fomos informados, de que alunos de arquitetura da UDESC Laguna, com apoio do IPHAN, estariam executando um projeto de revitalização daquele estabelecimento de ensino.
Depois do projeto pronto, com certeza, terão que buscar recursos para execução da obra. Leva tempo. Neste meio tempo, a tão badalada 19ª SDR não poderia providenciar uma pintura nova, naquela tradicional casa de ensino? Se isto acontecer, ex-professores e ex-alunos já estão se preparados para cantar o Hino a Jerônimo Coelho.
___ O que é que está acontecendo na Secretaria?
___ Está faltando tinta ou sobrando brocha?

 


POLÍTICA NA TERRINHA

A todo vapor


Vereador Everaldo dos Santos (PMDB), atual presidente da Câmara, voltou a ocupar presença na mídia. Já está “alugando” microfones. Vestiu a fantasia, é candidato à prefeitura de Laguna.

PESCARIA
Vereador Deyvinson de Souza (PMDB) segundo dizem, quer ser o primeiro prefeito de Pescaria Brava.

DIFERENÇAS
Deyvinson de Souza vai continuar em sua principal base eleitoral, antigo distrito de Pescaria Brava. Everaldo, ao contrário, deixa a zona da mata, e vai tentar convencer um eleitorado, quase que, totalmente, urbano.

 


PAGANDO MICO


Walmir é proprietário de farmácias, em Laguna. Cidadão afável, alegre, é também conhecido como Walmir da Farmácia. Seu território comercial e social é a rua Raulino Horn. Tentou uma vaga na Câmara, mas não conseguiu, deve ter usado a “receita” errada.
O carro do Walmir é um Ford Fusion. Não entendo de automóvel, dizem, no entanto, que o tal veículo é uma obra prima de tecnologia. Só falta falar. Além do trivial (direção hidráulica, informação sobre carga da bateria, etc.) tem, também, sensor de chuva, câmera de ré, e air bag até para a cachorrinha...
___ O que o Fusion estava fazendo, parado, quase no meio da rua?
___ Falta de combustível? Uma “máquina” daquela, sem gasolina?
___ Que vexame. Empurrar o Fusion, em plena Raulino Horn, diante da turma toda, era pagar o maior mico.
Acionar o guincho?
___ Nem pensar. Pedir socorro ao posto de gasolina, para ver o frentista dentro daquele macacão de cores berrantes, empurrando “gasosa” goela abaixo?
___ Jamais!
O problema exigia solução imediata e discreta. Colocou algumas caixas de medicamentos no porta-malas. Disfarçadamente, foi despejando Biotônico, no tanque do carro. O remédio indicado surtiu efeito. O veículo aceitou o combustível alternativo, pegou na primeira e rodou, tranquilamente, até ao posto mais próximo, sem tossir...

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