05mar16 - Orleans: Atenção a Saúde - Vereadores se revelam preocupados com descaso do prefeito/médico

04/03/2016 08:48
O repasse de R$ 30 mil para o custeio do atendimento em ortopedia foi cortado pela Secretaria de Saúde de Orleans para a Fundação Hospitalar Santa Otília – FHSO que não possui condições financeiras para manter o serviço por conta própria. O fato tem gerado preocupação por parte dos vereadores orleanenses. O valor recebido era dividido em três partes: R$ 7,5 para ortopedista, R$ 7,5 para anestesista e R$ 15 mil para manutenção do pronto-socorro. “No Plano de Governo do prefeito atual está escrito na página 5: Projeto Gente Saudável – Realização de mutirão para cirurgias de catarata, varizes, hérnia e cirurgias ortopédicas, acabando com as filas de espera”, apontou o vereador Mário Coan, na sessão ordinária da câmara, na segunda-feira (29), fato esse que não vem ocorrendo no município. “Tem gente com o braço fraturado desde quinta-feira (25), sexta-feira para ser atendido, depois de percorrer as sete senhoras (dito popular), pagou uma consulta particular com o Dr. Boris no final do dia. Agora essa pessoa está esperando a vontade divina porque a cirurgia custa R$ 6 mil e ele é um funcionário de empresa que ganha mil e poucos reais por mês, como fica a situação dessa pessoa?”, questionou o parlamentar. Osvaldo Cruzetta (Vá) em aparte: “Eu tive um funcionário que sofreu um acidente na empresa e teve uma fratura exposta. Ele foi atendido no pronto-socorro do nosso hospital e não lá tinha ortopedista. Foi encaminhado para Criciúma para receber atendimento e ficou lá durante três dias, internado no Hospital São José, e não fizeram a cirurgia. Aí me ligaram às 16 horas do terceiro dia, o rapaz já estava desesperado, para acertar o preço para fazer a cirurgia. Foi necessário pagar R$ 3 mil e eu autorizei fazer e pagar particular, porque, caso contrário, ele não seria atendido”, comentou. “Meu outro funcionário, mecânico, cortou o pé com a roçadeira. Foi fora do ambiente de trabalho. Ele também foi encaminhado para Criciúma, bastante debilitado, perdendo muito sangue, e também não foi atendido, seis horas depois. Ele teve que ir para outro hospital e pagar para ser atendido. Veja o caos que estamos vivendo na nossa região, filas e filas de pessoas que não estão sendo atendidas. A saúde deve ser prioridade”, assevera Vá. A enfermeira do FHSO, Cristiane Vavassori, em entrevista a uma rádio local disse que situação foi exposta ao secretário de Saúde, Aurivam Simionatto. Entretanto, a Administração Municipal alega não ter recurso. “Em uma reunião com o Conselho Municipal de Saúde, o secretário de Saúde afirmou que teria que cortar alguns custos. Eu pedi para que ele mantivesse a ortopedia porque é um grande problema do nosso hospital, a entrada de fraturados é grande, mas eles alegam que não possuem recurso”, relatou.
 

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