12mar11 - Comunidade (por Munir Soares)

11/03/2011 14:10

 NO CALDEIRÃO DA FOLIA

No carnaval da superação, a “Grande Rio” apresentou ao mundo, o espetáculo bruxólico, imortalizado pelo folclorista Franklin Cascaes. Bruxas e lobisomens invadiram a Sapucaí. Floripa, a ilha da magia, e do sobrenatural.

Na terrinha, graças a uma ação preventiva das forças de segurança, e da presença efetiva dos policiais em todos os eventos, foi garantida a paz e a tranqüilidade de todos. Nota mil! Radialista Batista Cruz, como é sabido, é um apaixonado pela Escola de Samba “Brinca quem pode”. Como ajudá-la a ganhar o desfile deste ano? Com licença especial, concedida por sua “Irmandade”, Batista, credo em cruz, teria visitado uma idosa senhora, que vivia reclusa, em meio às suas poções mágicas, ervas e amuletos. A vizinhança, num sussurro, fazendo figa, referia-se a tal senhora, como “uma bruxa”. Do caldeirão fervente, a feiticeira retirou uma mensagem com algumas instruções. Um carro alegórico deveria ser construído nas dimensões, ali especificadas. Batista repassou-as ao artesão do galpão.

Às vésperas do desfile, um repórter da RBS-TV, visitou o galpão e surpreendeu-se com o tamanho do tal carro, incompatível com a largura da porta.

___ Como irá sair daqui, indaga o jornalista?

___ Um pequeno erro de cálculo. Vamos ter que arrombar o galpão...

___ Piada de português, praga de bruxa, ou desatenção do Batista ao repassar os números do projeto? 

Castigo. O “Brinca quem pode” ficou em quarto lugar

O fato teria mexido com o emocional do Batista, que chegou a informar, que os membros da Comissão Julgadora, integrantes da Fundação Franklin Cascaes, o homem das bruxas, teriam se empanturrado de comida e bebidas no Tourist Hotel e chegado ao sambódromo, em cima da hora do desfile. Até a lista, com os nomes dos jurados, teria sumido. Bruxaria! Uma inverdade, pois toda a Comissão jantou na Pizzaria Chedão, deixando local às 21 horas.

 

A LANCHA 

Para consolo do Batista Cruz, informamos que o caso do “carro alegórico do Brinca”, não é inédito. No carnaval daquele ano, a marchinha “Lancha Nova” fazia sucesso. Ô!Ô!Ô! Lancha nova no cais apitou/ E a danada da saudade, no meu peito já chegou. Adeus, oh! Linda morena/ não chores mais, por favor. Partindo eu morro de pena/ ficando eu morro de amor. 

Alheios à folia momesca, os “carpinteiros navais” construíam sua própria lancha, num estaleiro improvisado, na rua do Rincão. Arthur Pigozzi era o engenheiro chefe, muito bem auxiliado por Álvaro Sebolt, Dr.Miranda, Melo, Dâmaso e Haroldo Candemil. A concentração dos artífices era no Café do Bascherotto. Só trabalhavam na construção da embarcação, com muita bebida no casco. Meses de trabalho árduo. O champagne, armazenado para o lançamento do barco ao mar, era consumido e reposto, mensalmente. Lancha pronta. Pedro Bascheroto recebera convite. Seria passageiro da primeira viagem. Ao chegar ao estaleiro, Pedro, marceneiro experiente, notou a anomalia. Nem a proa passaria pela porta.

___ Um pequeno detalhe, disseram. Porta e parede foram abaixo, mas a lancha saiu.

Foi lançada ao mar, ao lado do trapiche do navio “Oscar Pinho”, hoje, Iate Clube, devidamente batizado com um litro de vermute Uru, no casco.

Teve vida efêmera. O Titanic foi a pique, porque encontrou gelo demais, eles naufragaram, porque faltou gelo. Ao embicarem em direção ao frigorífico do João Cristiano (Pedone) colidiram com uma pedra submersa, e afundaram, lentamente. A tripulação nada sofreu, além do banho... 

 

CASSINO DA CLAUDINHA

Funcionou o Jogo de Dama. A presidente Claudia apostou e ganhou, na roleta, e no bacará O “Democratas” é bi-campeão. Destaque para a avó da Claudia, dona Fany, mãe do vice-prefeito, 86 anos. Apostou todas as fichas na sua escola, e só saiu do sambódromo, às 6 horas da manhã. “Vila Isabel” continua beliscando o título, haja “paciência”. No “jogo do bicho” deu zebra para o “Brinca”. E, a “Mocidade”?

___ Jogo de azar. Ao preferir o Pôquer, o “Xavante” continua “blefando”. Nem a Gisele Pavanati consegue levantar o índio. A polícia deu um xeque-mate e botou os meliantes no Xadrez.

 

E, NO JOGO POLÍTICO? O CALDEIRÃO CONTINUA FERVENDO.

Segundo alguns observadores políticos, no sambódromo, no Bloco das Autoridades, ao lado do prefeito Célio Antônio e do deputado Benedet, o vice-governador Eduardo Pinho Moreira não estaria sendo acompanhado, como habitualmente, por um séquito de correligionários locais. A escolha do nome do secretário regional teria sido o pomo da discórdia. O jogo de empurra teria colocado o cargo no colo do DEM, de Imbituba.

Ainda, na passarela do samba, em entrevista ao Batista Cruz, o vice Eduardo Moreira não escondeu o jogo: 

“___ Não vamos politizar a disputa pela Secretaria. O importante para Laguna é ter um vice-governador e outras lideranças que trabalhem pelo município. Assim como trouxemos o campus da UDESC, outras obras importantes poderão ser viabilizadas”. 

Antônio dos Santos, Deyvinson de Souza, Tono Laureano e Felipe Remor seriam os candidatos do PMDB à vaga de Secretário Regional da 19ª. O candidato do partido seria escolhido, por meio do Jogo de Porrinha. Disputa foi inviabilizada, porque nenhum deles quis “abrir a mão”...

O Dr.Eduardo Moreira tem outras cartas na manga.Cargos importantes como Secretário adjunto, Gerência da Educação,Saúde, Planejamento, Turismo, Assessoria Jurídica e de Imprensa são pirulitos capazes de adoçar a boca de algumas lideranças locais. É só acenar...

A ausência de peemedebistas em funções importantes da SDR terá um impacto negativo, nas pretensões eleitorais do vereador e presidente da Câmara, Everaldo dos Santos (PMDB).

Comenta-se, pelas ruelas da vetusta cidade, que a candidatura de Everaldo à prefeitura da Laguna não teria da simpatia dos caciques do chamado “PMDB-Urbano”.

 

MURO DAS RECLAMAÇÕES

Quem foi ao sambódromo elogiou o espetáculo oferecido pelas Escolas de Samba. Com relação ao resultado do desfile, nenhuma contestação. A reclamação de alguns, foi contra a proibição de se levar de casa, qualquer tipo de comida ou bebida embora, no sambódromo, poucas fossem as opções alimentares oferecidas ao povão.

___ Uma família que levou um substancial lanchinho, com refrigerante diet (diabete) e salgadinhos foi barrada durante a revista. Telefonou ao marido, que foi recolher a gororoba toda.

___ Um cidadão apanhado com duas latinhas de cerveja, tomou-as antes de entrar no recinto. O segurança do portão desconfiou que ele tinha outra lata, na cueca. No Brasil,quase tudo se carrega na cueca.

___ É o “Red bull”, informou.

___ Energético, também, não pode...

___ Este, eu não posso me desfazer.

Diante da insistência, o homem foi até um canto reservado e abriu a braguilha, diante do guarda que se assustou.

___ Ave, César, exclamou...

___ César não, este é o Brutus, “red bull” é quando está murcho...

Entrou, no sambódromo, imediatamente!

 

PROCURA-SE

Botou uma camisa listrada, e saiu por aí. Edésio Joaquim está sumido, desde sexta-feira, antes do carnaval. Qualquer informação sobre seu paradeiro, informar na Pizzaria Chedão. Sinais característicos: uma carequinha estilo monge franciscano.

 

BLOCO DA PRACINHA

Continua mobilizando multidões. Novamente, lá estivemos, fantasiados. Eu a Salete, a filha Brigitte, vizinha e prima Lenira mais as sobrinhas Ana Paula e Thais e os amigos Vladimir e Matilde. Quatro horas sambando. Tudo na maior tranqüilidade, e com as mesmas deficiências de sempre. Enquanto os trios elétricos se movimentam, lentamente, o público que ocupa o espaço entre o supermercado Tíbio, e às proximidades do Restaurante Caiçara, dança ao som dos veículos, estacionados nas esquinas das avenidas Getulio Vargas, João Pinho e Senador Galotti. Uma parafernália com milhares de decibéis. A babel da folia. Um sistema de som instalado nessas avenidas garantiria mais animação e a integração de todos, ao Bloco da Pracinha. O melhor som, com músicas de velhos carnavais, vinha de um veículo estacionado ao lado de uma Funerária. Em minha opinião, o público, este ano, foi menor e com menos grupos de foliões fantasiados. Hora de repensar.

 

INADMISSÍVEL!

O fechamento de quase todas as ruas transversais, que desembocam na Senador Galotti e João Pinho. O bloqueio é feito com estacas de madeira, e por barracas, sem nenhuma padronização. Não sei como a Associação de Bares e Restaurante permite tal aberração, naquele turístico bairro.

 

BLOCOS

Bloko Rosa, Pangaré, Renegados, continuam arrasando com seus desfiles. Primam pela segurança, organização e muita animação.

 

BAFAFÁ

O caminhão da alegria, que oferece aos seus passageiros, comida, bebida, docinhos e salgados. A viagem vai do meio-dia até às 2 horas da matina. Este ano, Ricardo, o Telha, proprietário do Restaurante Pardal’s participou da viagem, mas não chegou até ao fim, pulou fora, alegando que estava na hora de fazer a feira no Verdurão da madrugada.

 

DESTAQUE

Para Casan e Celesc. Atuação impecável durante todo o verão, incluindo carnaval. 

 

BLOCO DO BARULHO

Na praça Sousa França está cada vez melhor, dizem. O show é domingo de carnaval, na pracinha. Músicas de carnaval, ao vivo.

 

UDESC

Único bloco a desfilar pelo Centro Histórico. Alunos da UDESC e bandinha. Animados. Valeu.

 

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