16abr11 - Lela Padilha tem projeto de sessões itinerantes derrotado pelos vereadores de Orleans

15/04/2011 17:50

 Por seis votos a um, o projeto de autoria da presidente do legislativo de Orleans, Suzelei Brighenti Padilha, a “Lela”, que propunha a realização de sessões itinerantes daquela Câmara, foi derrotado na sessão da última segunda-feira (11). A proposição dispunha na realização de sessões em comunidades do interior do município, como ordinárias, deliberativas e remuneradas, o que não foi acatado pelos pares presentes. O prefeito Jacinto Redivo, o “Tinto” esteve presente na sessão para poder ver dois projetos do Executivo entrar na pauta como urgência, mas, também não obteve êxito.

Ao abrir o pequeno expediente, a presidente Lela Padilha manifestou-se sobre o projeto de resolução de sua autoria, que entraria na pauta do dia, mas que já esperava uma possível derrota uma vez que a vereadora e vice da mesa Diretora, Berenice Terezinha Bernardo Durante, a “Nice”, não compareceu à sessão. Mesmo assim, pediu atenção aos vereadores que a apoiaram na condução ao cargo, Pedro Orbem, Antônio Dias André (Geada) e a Osvaldo Cruzetta, o “Vá”, para que apoiassem o seu pleito. “Mesmo sabendo que o projeto pode não passar, não vai haver queda de braço, mas essa é uma oportunidade para ir até as comunidades saber o que as pessoas pensam e querem”, observou. Embora o discurso na tentativa de sensibilizar os seus pares, o primeiro a manifestar-se contrário foi Osvaldo Cruzetta (Vá) do PP. “Não quero contrariar, mas não vou mudar minha posição. Pela experiência que temos presenciado, já tivemos exemplos recentes como no Orçamento Participativo, isso só vai criar expectativa nas pessoas. O Poder Legislativo estaria presente, os vereadores vão apoiar os pedidos, mas o prefeito, como sabemos, não terá condições de executar. Temos a nossa sede que é própria para se discutir qualquer projeto. Fora da sede muitos podem ficar constrangidos. Quero assegurar o direito de que as discussões sejam feitas aqui na Casa. Nada impede que as comunidades mandem oficio para que se possa avaliar e que venham até aqui para expor suas reivindicações. Não temos condições de fazer em todas as comunidades. Por isso sugiro ao vereador Clésio, que é de meu partido que também vote contra”, enfatizou. O colega de partido, Mario Coan (PSDB), ao ouvir Vá disse que pensava de forma diferente. “Temos esperança e essas sessões servem para tirar o peso das costas do vereador. O fato da Câmara estar junto às comunidades é uma oportunidade de estar com as pessoas e quem sabe despertar nos jovens a cidadania e a política. Temos de demonstrar a cara e a coragem como se faz quando se vai pedir os votos”, disse o tucano. O líder do governo da Câmara, João Tezza Francisco, o “Dão”, acompanhou o juízo de Cruzetta e questionou o fato das sessões serem abertas e em ambientes que terá bar. “O que seria de uma reunião, com bar aberto e as pessoas tomassem cachaça, se até aqui na Câmara acontece determinadas manifestações.  Sou contra  e gostaria que o Fernando  Ascari também me acompanhasse”, postulou.

Já o peemedebista Pedro Orbem lembrou que, em 2003, no governo Padilha, marido da presidente e que está na Secretaria Regional de Desenvolvimento Regional de Braço do Norte como secretário, já teve um tipo dessa reunião na Taipa e não deu resultado. “É só criar expectativas. Nada impede que a comunidade se reúna e forme uma comissão para vir ate a Câmara”, sugeriu. Antonio Dias André, o “Geada”, acompanhou a manifestação de Orbem. “O objetivo é apresentar projetos na Casa do Povo. Sugiro que se tragam os Conselhos Comunitários como Santa Clara e Pindotiba. Eu vou trazer o nosso se a presidente aprovar”, asseverou. A presidente Lela, depois da derrota da proposição enalteceu o voto de Mário Coan. “Agradeço ao amadurecimento e a cidadania do vereador Mario Coan em entender o que coloquei”, concluiu.

GLP cobrou dos vereadores após a sessão. Segundo o vereador Vá, o marido da presidente, o secretário da SDR de Braço do Norte, Gelson Luiz Padilha, que esteve presente na sessão, não ficou nada satisfeito com o resultado da votação do projeto apresentado por sua mulher Lela Padilha e foi cobrar o resultado de alguns vereadores que votaram contra a proposição. “Ele tentou vir me cobrar porque votei contra e eu soltei os cachorros nele. Eles querem é fazer politicagem, palanque para as próximas eleições. Claro que, se acontece às sessões, vão dar espaço pro Padilha falar. Corre na cidade que ele quer voltar a prefeitura mesmo tendo sido cassado na última vez. Ou a Lela fazer palanque para compor com o Lussa como andam comentando por aí. Sou contrário a esse tipo de coisa. Se já aconteceram coisas na Câmara, como ocorreu já com um de nossos vereadores que dirá num lugar distante e sem segurança? Melhor é trazer as discussões para a Casa do Povo”, lembrou Osvaldo Cruzetta.

Vereador Vá: “Eles querem é fazer politicagem, palanque para as próximas eleições”

 

vereador Dão: “O que seria de uma reunião com bar aberto e com as pessoas tomando cachaça?”

 

Vereador Geada: “O objetivo é apresentar projetos na Casa do Povo”

 

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