19fev11 - Comunidade (por Munir Soares)

18/02/2011 17:13

 HORA DE MOBILIZAÇÃO

A capacidade de mobilização do povo, aqui, na terrinha, é mínima. A história é pródiga em exemplos, pelo menos nos últimos 50 anos. Foi, assim, durante a saída dos guindastes do porto carvoeiro, e quando retiraram dos trilhos da estrada de ferro Teresa Cristina. Por ocasião da retificação do curso do rio Tubarão, tivemos apenas uma assembleia no clube Congresso, com a presença de um público restrito. O consórcio que comandou as obras do canal da barra, e retificação do molhe sul, deitou, rolou e zombou de toda a população lagunense. Fez o que bem entendeu, abandonou a obra sem concluí-la e ficamos a ver navios, ao longe. Reação? Patética.

O consórcio responsável pela duplicação da BR 101, lote 25, trecho Laguna/Tubarão continua mal das pernas, ou do bolso. Obras paralisadas, há meses. Ameaça à vida das pessoas, danos aos veículos e prejuízos à economia da região. E a população? Anestesiada, a tudo aceita, passivamente, Sem coragem, até, para promover interrupção do tráfego, nas proximidades da ponte da Cabeçuda. O movimento do pessoal da região da Barra, pelo asfaltamento da estrada do Farol de Santa Marta, é um caso raro de mobilização comunitária, sem aqueles escusos interesses dos políticos eleitoreiros.

A violência urbana é o fato novo, na vida dos lagunenses. Assassinatos com requintes de bestialidade e violência gratuita, intranquilizam toda a sociedade. É hora de mobilização geral e irrestrita, antes que esses tipos de crimes se banalizem e passem a fazer parte do dia a dia das pessoas.

__ Mas, só estão matando bandidos, disse-me alguém...

Um dia, os homens chegaram, e levaram o meu amigo judeu. Eu não tinha nada com aquilo, nem sou judeu. De outra vez, levaram meu vizinho comunista. 

___ Não sou comunista, porque preocupar-me?

Posteriormente, levaram o meu amigo católico. Como não professo nenhum credo religioso, fiquei tranquilo. Certa noite, eles retornam e me levam, e já não havia ninguém a quem eu pudesse pedir socorro.

Como diria Marthin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silencio dos bons”.

 

O CAPADO

Depois dos crimes de morte, roubos, facadas e assaltos, a população da terrinha foi surpreendida com o caso de mutilação peniana. Indivíduo suspeito de praticar atos de pedofilia foi atacado por populares e teve seu pênis decepado. Na Emergência do hospital, não foi possível preencher a ficha de internação. Paciente recusou-se a mostrar os “documentos”.

 

REVOLUÇÃO DOS BICHOS 

Os gatos já ocupam todas as tocas do molhe norte. Os cachorros tomaram conta da cidade. Agora, chegou a vez dos ratos. Com o alagamento dos bueiros, os roedores procuraram outros lugares mais enxutos. Ao abrir o capô do carro verifiquei, que as várias cavidades do motor, estavam cheias de casca de camarão. Os bichos estavam de cama e mesa, com o meu veículo. Vou ficar de bico calado, antes que alguma associação me obrigue a passar filme do Tom e Jerry, para evitar o estresse dos ratões.

 

O CHAVEIRO

Certa ocasião, um vice-prefeito tentou entrar em seu gabinete e não conseguiu, por mais que “atrafuncasse” a chave. O prefeito havia trocado a fechadura. Atualmente, a história se repete, na 19ª Secretaria Regional.

No final do ano, com a troca de governo no Estado, todos os comissionados das Regionais foram exonerados. Na Laguna, com intuito de evitar que os ex-assessores voltassem a xeretar em seus antigos gabinetes, pois continuaram de posse das chaves, as fechaduras foram trocadas, e os ex-titulares não foram avisados. Muitos deles, por força de hábito, voltaram ao local de trabalho e, literalmente, deram com a cara na porta servindo, inclusive, de galhofa.

Alguns, como garantia de um retorno feliz, levaram a porta para casa. Seguro morreu de velho.

Para acabar com a situação vexatória a que eram submetidos os ex-assessores, foi criada a figura do Chaveiro da SDR, com o poder de abrir todas as portas. Uma espécie de São Pedro, porteiro da SDR. Ele ficaria responsável por todas as chaves da repartição. Quem seria indicado para tão nobre missão? Por unanimidade, foi leito, Edésio Joaquim, o chaveiro da SDR.

 

A GASTRONOMIA DAS URNAS

Com base na gastronomia das urnas (muita fome e poucas bocas), os políticos continuam engalfinhando-se pelos restos do banquete. Na Laguna, o prato principal é o de Secretário Regional. De olho no “bom bocado” estão PMDB, DEM e PSDB. A última informação que chegou à nossa central de boatos, “garantiam” que o comando da SDR ficaria com o PSDB de Imbituba. Ao enfraquecido PMDB da Laguna restaria o direito de espernear. O advogado e professor Sandro Cunha, presidente do tucanato local, estaria cotado para ocupar a Gerência de Educação. (estou escrevendo na quarta-feira, dia 16 de fevereiro)

 

CÂMARA MUNICIPAL DA LAGUNA

Concursos: Temos vagas para Vigia e Presidente da Casa. Tendo em vista o surto epidêmico de cassações, que vem atingindo os senhores edis, inclusive presidentes, para evitar futuros entraves administrativos, a Câmara resolve fazer concurso, para eleger um candidato à presidência do Poder Legislativo. O eleitor aprovado ficará no “banco de reserva,” pronto para assumir o posto, nas emergências.

___ E, o VIGIA? 

___ A principal atribuição do Vigia é ficar numa guarita, observando a chegada dos Oficiais de Justiça, e dar o alarme. Olho vivo!

A Câmara Municipal de Laguna vai realizar sua terceira eleição, em pouco mais de 6 meses. Ato já foi convocado para a sessão do dia 21 do corrente, às 18 horas, isto, se até lá não ocorrerem novos fatos desagradáveis, novas cassações, etc.

___Última hora: notícias voam pela cidade, contando que a vereadora Jussalva Mattos, atual presidente da Casa, teria sido, novamente, cassada pelo TSE. Dizem que pode recorrer.

Se a vereadora ficar impedida, de exercer a presidência da Câmara, regimentalmente, caberá ao vereador Tono Laureano, 1º Secretário, conduzir a sessão, que elegerá o novo presidente. Tudo pode acontecer.

 

OTIMISMO

Jacô Siqueira e Renato Checo estão confiantes na vitória do Everaldo dos Santos. Favas contadas. A chapa do Vevê está completa, Ele, Deyvinson, Eraldo, todos do PMDB, Dudu (PP), Orlando (Dem) e Cleosmar (PR), Maioria! Bingo! O prefeito Célio Antônio (PT) vai ficar de expectador? Poderia mudar o jogo? Acho que sim. Cleosmar Fernandes, que pretende vôos mais altos, vai continuar como coadjutor no processo eleitoral? Se o prefeito reunir Tono (PSDB), Jussalva (PSB), Zezo (PT), Cleosmar e Aderbal Moreira Cardoso (PSDB) empataria o pleito, mas emplacaria o presidente. Aderbal é o vereador mais velho. Claro, estou, apenas, divagando... 

 

Pretensões

Deyvinson de Souza e Aderbal Moreira Cardoso podem formar dobradinha, para disputar a prefeitura de Pescaria Brava. Deyvinson na cabeça de chapa.

Na terrinha, o namoro com vistas à Prefeitura é entre Everaldo (PMDB) e Luiz Fernando Lopes (PP). Quem será o mestre-sala?

 

FATURA CARIMBADA

Na Laguna, o DAE - Departamento Autônomo de Edificação, órgão estadual, era uma festa esportiva nos tempos dos engenheiros Deo Palma e Pedro Lemos. Futebol, samba, comida e bebida. Quase sempre uma partida de futebol era organizada, em comemoração a cada obra entregue. A equipe do DAE da Laguna era respeitada em todo o estado, destacando-se os atletas: Marinho Fernandes, Toni, Dengo, Parente, Pedro Lemos, Deo e Coelho. Para o jogo em Pedras Grandes, contra um adversário difícil, era preciso contratar um goleiro melhor, pois o Coelho andava engolindo uns ovinhos muito antes da Páscoa.

Após mais uma de suas aventuras noturnas, Deo chegou com a novidade.

___ Pessoal contratei um goleiraço. Craque internacional, com sotaque espanhol.

___ De quem se trata? 

___ Não entendi o nome direito, passei a chamá-lo de “Rapaz”. Jogador de seleção.

O jogo foi difícil e o calor, infernal. Ganhamos graças à atuação do goleiro. O “Rapaz” “comeu” a bola. A turma, concentrada à frente do bar, ia consumindo bebida e o garçom, anotando tudo numa lista única. A animação estava grande. Em meio à algazarra, ouviu-se o berro do dono do bar:

___ A minha lista! 

___ Quem carregou a lista. Sem ela como saber a quem vendeu, e quanto vendeu a cada um?

___ Pepê, disse o “Rapaz,” dirigindo-se ao Pedro Lemos, num portunhol arrastado, a lista. Levei a lista para o banheiro. Faltou papel, e eu estava apertado.

___ Deste descarga?

___ Não, apenas “carimbei a fatura” e joguei-a no cesto. O documento foi recuperado. Algumas operações danificadas, mas o Deo, excelente matemático, passou tudo a limpo.

“Rapaz” ganhou o jogo, e apagou a conta.

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