21nov15 - Orleans: Cemitério São José transformado num grande negócio

20/11/2015 09:28
Tem um ditado popular que diz: “Tudo como dantes no quartel de Abrantes”. Essa é a sina do Cemitério Municipal São José, em Orleans. Como o caso não tem novidades, voltou a baila  novamente no legislativo orleanense. O vereador Kiki Berger explanou sobre o processo de licitação, aberto na cidade de Criciúma, no qual concede, a realização de velório e sepultamento ou cremação no território municipal durante um prazo de cinco anos.  Para ele é incompreensível que em outros municípios o edital é cinco anos enquanto em Orleans o prazo é de 25 anos. "O prefeito de Criciúma fixou também em decreto taxas justas, sendo que, aqui em Orleans, a administradora terceirizada faz como achar de direito. O prefeito disse nesta tribuna que as pessoas que se sentissem lesada deveriam procurar a justiça. Alguns integrantes da Associação São José entraram na justiça e conseguiram uma liminar para as pessoas que tinham um título de aforamento antigo conseguissem direito de sepultamento sem a necessidade de assinar o contrato da atual administração. Foi depositada a quantia prevista conforme o código tributário. É uma decisão provisória, não definitiva, mas eles estão tendo seus direitos garantidos. Acho até que os problemas não serão resolvidos nesta administração, mas a associação está com suas portas abertas para as pessoas que precisarem de auxílio, prontos para ajudar quem precisa”, afirmou. Em seu comentário o presidente da câmara, Mário Coan, disse que estão usando o local como especulação imobiliária. “Nós temos aqui o museu ao ar livre que é o único da América Latina, e acho que o caso do nosso cemitério também é o único da América Latina, onde ele é feito para especulação imobiliária. Na semana passada, durante o velório de uma senhora, eles pediram R$ 200,00 para abrir o túmulo, R$ 200,00 para tirar o ossário e mais R$ 200,00 para fechar, e a família inclusive, estava sem esse dinheiro para pagar. O ato de contratar essa administradora por 25 anos foi um ato discricionário do prefeito. A construção da capela do cemitério foi superfaturada. Nós temos o Gaeco que apurou, inclusive, o desvio de R$ 332 mil, e não tem punição de quem roubou um valor desses, não tem penalização, existe a banalização da corrupção, uma banalização do crime e pensam que a gente é trouxa”, declarou Coan.
 

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