27nov10 - Comunidade (por Munir Soares)

26/11/2010 15:14

O GALO TERRORISTA

Chegara o grande dia. O time do “Galo Velho” estava de partida, rumo a Belém do Pará, e dali, até a cidade de Barcarena, local do jogo de futebol, entre o “Galo” do sul, versus “Galo” do norte. Despesas com transporte (ônibus e avião), estada nos hotéis para 56 pessoas, totalmente, custeadas pelos integrantes da comitiva, sem subvenção, nem apoio de políticos. Graças à organização e o planejamento de seu presidente Marinho Fernandes.

Teriam que levar uns “regalos” aos anfitriões, Marinho adquiriu 48 relógios e sua esposa, dona Wanda, sempre perfeccionista, confeccionou um galo, com o nome do homenageado, em cada mostrador do relógio. Marinho não deixou por menos, comprou as pilhas, e deixou todos eles funcionando e devidamente embalados. Durante a noite, véspera da viagem, o casal foi acordado por uma das filhas.

___ Pai, ao passar pelo detector de metais, com esse tic-tac todo, os seguranças vão pensar que é alguma bomba-relógio, literalmente, e que "Galo Velho” é pseudônimo de algum terrorista internacional. O esquadrão anti-bombas seria acionado, e o time do Galo Velho poderá ficar de quarentena, sob suspeita. Não haviam pensado nisso. Abriram os pacotes, e desarmaram as bombas, digo, relógios.

 

EM PLENO VOO

Airton Camilo, o nosso amigo “Bolão,” estava calmo demais, irreconhecível, só tomando água mineral. Ou seria água de melissa? 

___ Era caninha da boa, abençoada durante a última festa de Santo Onofre.

___ Medo de andar de avião? Seria a tal de “síndrome da aero- claustrofobia”? 

Repentinamente, “Bolão” ergueu-se, bateu no peito e cocoricou mais forte que o “galo da madrugada”. Possuído pelo espírito do frango de macumba, saiu pelo corredor da aeronave, “batendo asas,” e cocoricando sem parar. Assustando os demais passageiros com idas e vindas. Quando quis cantar de galo, diante de uma turma de policiais, que seguia para fazer cursos em Brasília, Bolão sentindo-se como frangote na toca da raposa, tirou a camiseta do Santo Onofre, padroeiro dos bebuns e a ofereceu a um dos soldados. Animado com a receptividade continuou sua farra, no corredor, cocoricando, sem camisa. A Comissária, responsável pela segurança de todos a bordo, com olhar severo e reprovativo encarou o Bolão. Ele recuou, mas retornou, distribuindo aos passageiros, camisetas do bloco “Pangaré Elétrico”. Conquistou a plateia. A parada em Brasília com troca de avião, talvez servisse, para que o Bolão sossegasse a franga.

Novo avião. Outro comandante. Saia justa, Marinho foi convocado à cabine do piloto, levando o tal “galinho do corredor”. A segurança do voo em primeiro lugar. Não ia admitir “turbulências” internas. Bolão afundou na poltrona e adormeceu. As preces a Santo Onofre foram ouvidas. Bem a tempo, pois acabara de entrar no avião, um verdadeiro furacão chamado “Raimundinha”. Alegre, saltitante, descontraída e rebolante. Exuberante de frente e de fundos.

No aeroporto de Belém foram recepcionados ao ritmo do carimbó. Raimundinha entrou na roda, e o engenheiro Aurélio Cabeça Branca não resistiu, “atrafuncou” a cabeça entre os peitos da morena e caiu no fandango. No hotel, com a esposa, ele deve ter sassaricado ao som da “lambada”.

 

O JOGO

Minha filha Rosélis, atualmente residindo na capital paraense, acompanhou a delegação até Barcarena e passou-me a ficha técnica do jogo. Tempo quente. Sol de 38 graus. Time local melhor estruturado. Humilhação, goleiro do nosso Galo, comendo frango. 3 x 0 no primeiro tempo. Eles haviam montado um esquema tático, para enfrentar a “velocidade” do nosso atacante, Afonso Barreto. Estudaram até os vídeos com as melhores jogadas do perigoso jogador. Com a ausência do Barreto, o jogo ficou fácil. Nem a entrada do Júlio Willemann, no gol, conseguiu reverter a situação. Final: 4 x 0.

Almoço, jantar, forró e show de repentistas. O taxista Gaúcho não deixou por menos, cantou músicas do Rio Grande em dupla com o seu Ari. Encerraram o recital com a música do Teixeirinha “Coração de Luto” vulgo “churrasquinho de mãe”. Sucesso!

Hênio Veículos (Batatinha) retornou intrigado e para dirimir dúvidas submeteu o fato ao Joel, engenheiro agrônomo da CIDASC.

___ Parceiro, tu que entendes da língua Tupi, explica-me, porque o peixe chama-se TuCunaRé mas, quem tem o dito cujo no fim do lombo é o PiraruCu ?

 

E O BOLÃO?

Retornou tranquilo, com a alegria que lhe é peculiar, sem “alugar o corredor”, graças a uma beberagem que tomou, receita de um cacique de tribo da região:

___ Chá de água da pororoca com piranha em infusão. Receita deve ser distribuída na próxima festa de Sto. Onofre.

O pessoal já está na terrinha, com uma missão quase impossível, preparar a festa para recebê-los aqui na terrinha, com a mesma atenção e o mesmo carinho com que foram recepcionados em Barcarena-PA.

 

CARDÁPIO DA SEMANA

O Fechamento do Chedão!

Há mais de 25 anos, os irmãos Chede trabalham no ramo de restaurante e pizzaria. Após venderem o imóvel da família, para construção do prédio do Besc transferiram a Pizzaria Chedão para o endereço atual, em propriedade do Grupo Guglielme, e ali permanece há uns 18 anos. Semana passada, a notícia de que o imóvel teria sido vendido e que o Chedão teria 30 dias para desocupar a área, deixou a clientela alvoroçada. Além de ser o único restaurante do Centro Histórico, que abre no período noturno, a Pizzaria Chedão é o ponto de encontro da família lagunense e um referencial na cultura gastronômica da cidade.

Pizzaria Chedão, também, é folclore. História desta semana.

 

CHUCHU OU MACHUCHU?

Nos estabelecimentos públicos, os sanitários, Masculinos e Femininos são identificados de várias formas: ELE e ELA, M e F, Damas e Cavalheiros, Leque e Cartola, etc. etc. Certa ocasião, o Nortinho Luchina, com sua habitual irreverência, pintou na porta de entrada do sanitário feminino da Pizzaria Chedão, uma linda Pombinha. Inúmeras vezes, mulheres em busca do toalete, paravam diante do pássaro, indecisas, até que, finalmente se identificavam com a “passarinha” esboçavam um discreto sorriso, e entravam.

Uma trepadeira da família das cucurbitáceas, mais conhecida pelo vulgo, como pé de chuchu, nascida e criada no quintal de imóvel pertencente à família do Carlos Augusto B. da Rosa, vizinho de fundos, agarrou-se nas paredes da pizzaria, e um dos seus galhos, enfiando-se por baixo do telhado foi dar frutos, exatamente, no interior do sanitário masculino: Dois enormes chuchus.

___ Quem entrava no “WC” dava de cara com aquelas duas grandes “bolotas enrugadas”, como se fossem símbolos fálicos, recepcionando a freguesia.

Certa noite, Jorge, o garçom, encontrou sobre a pia do tal sanitário, um bilhete com o seguinte apelo:

___ Chedão, adorei a decoração com aqueles eróticos machuchus pendurados. Será, que não poderias, também, incluir no teu “menu da privada”, uma raiz de mandioca?

Sugestão de algum freguês “enrustido”?

 

NOTÍCIAS DA TERRINHA

 

Programa para o final de semana:

“A REPÚBLICA EM LAGUNA”. Espetáculo continua neste final de semana, sábado e domingo a partir das 21 horas. Local: Arena montada em área do Porto. Entrada pela Avenida São Joaquim (acesso ao molhe da barra). Amplo local para estacionamento.

___ Venham curtir. Show de história, batalhas ao vivo, emoldurando a bela história de amor entre Garibaldi e Anita.

Bem vindos!!!!!

 

CHAFARIZ DESLIGADO

O chafariz da praça Vidal Ramos está sem funcionar a algum tempo. Defeito na Bomba dificulta, até, o banho das pombas. O monumento está feio, e com poças de água parada (dengue).

 

SEGURANÇA

No outrora pacato município de Laguna, a população já sente a crescente onda de violência, tanto no interior como no perímetro urbano. Ainda há tempo de tomar as rédeas da situação. É preciso aumentar o contingente policial. Policiais (civis e militares) quando de serviço nas ruas deveriam receber uma ajuda financeira extra, Salário periculosidade, ou coisa que o valha. A população, também, precisa fazer a sua parte, denunciando, e ocupando as áreas de risco, com atividades sociais (arte, cultura e lazer)

 

QUILOMBO

Batista está tão animando com as atividades do Movimento Pró Igualdade Racial que, no desfile carnavalesco do próximo ano, ao ver a escultural passista negra, aproximando-se da Comissão Julgadora, ele dirá:

___ QUI LOMBO, qui lombo. Ela é, realmente, AFRO-DISÍACA.

 

Voluntário da Pátria

“Um negro de nome João Mujolo puxava de uma perna em consequência de ferimento recebido na Guerra do Paraguai, para onde fora como voluntário”. Tema para pesquisa (Laguna de 1880. Saul Ulysséa)

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