Morreu o primeiro pároco da Igreja de Oficinas, padre Izidoro Ghislandi

23/07/2010 18:54


Aos 81 anos de idade, faleceu na madrugada de quarta-feira (21), em Criciúma, o padre Izidoro Ghislandi. Ele foi o primeiro pároco da paróquia São José Operário de Oficinas e residia atualmente na Casa São João Maria Vianney, em Criciúma, um local destinado a moradia e descanso dos padres idosos. O religioso nasceu no dia 12 de junho de 1929 em Nova Veneza, filho de Giácomo Ghislandi e Hercília Scussel Ghislandi. Estudou nos seminários de Azambuja em Brusque, cursou Filosofia em São Leopoldo e Bagé (RS), Teologia em São Leopoldo e Viamão (RS) e Mestrado em Filosofia em Bagé, também no estado vizinho. Recebeu a ordem de Presbítero, no dia 1º de dezembro de 1957, pelas mãos de Dom Anselmo Pietrulla. Seu ministério sacerdotal foi desempenhado nas funções de professor no Seminário de Azambuja no período de 1954 a 1958 e logo após foi orientador espiritual no Seminário de Tubarão. Em 1960 foi pároco em Armazém e no ano de 1962, iniciou os trabalhos de pároco no bairro Oficinas. Foi pároco em Brusque, na Paróquia Santa Terezinha de 1974 a 1980 e em 1981, retornou a cidade natal para exercer a função de vigário paroquial. De 1982 a 1991, foi Reitor do Santuário Nossa Senhora do Caravaggio e em 1992, foi transferido para ser vigário paroquial em São Bento Baixo. Desde a abertura da Casa São João Maria Vianney, padre Izidoro residia neste local. O corpo foi velado na própria residência onde morava, na Rua Dom Paulo Evaristo Arns, 600, no Bairro Michel, ao lado da Casa do Bispo de Criciúma. Depois, o corpo seguiu para a Matriz São Marcos de Nova Veneza, onde foi velado. Logo após a missa de corpo presente aconteceu o sepultamento no Cemitério daquele município.
Padre Izidoro é lembrado por alunos e colegas sacerdotes

Atual pároco da Paróquia São José Operário, Pedro Paulo das Neves
A passagem do padre Izidoro Ghislandi por Tubarão ficou marcada para a comunidade do bairro de Oficinas, onde foi pároco. Mesmo sem tê-lo conhecido em vida, o atual pároco da Paróquia São José Operário, Pedro Paulo das Neves diz que as pessoas que conheceram o sacerdote o lembram como um incentivador das causas sociais no bairro. “Ele ajudou a construir a nossa igreja e também a fundar e criar a Associação de Promoção Social e Cultural de Oficinas. Foi, verdadeiramente, segundo falam os moradores da região, o mentor da preocupação social da vida da comunidade”, informou

 


Padre Paulo Herdt, vigário da Paróquia de Humaitá, que trabalhou com Padre Izidoro entre os anos de 1962 e 1968, recorda do sacerdote que levava a sério sua atividade. “Era muito amigo, um homem trabalhador e muito bem quisto pela população de Oficinas e de Tubarão. Mas, depois transferiu-se para a Diocese de Criciúma, próximo aos seus pais e deixou muitas lembranças boas. Ele não era uma pessoa muito aberta, mas conquistou os fiéis”, observou.

Também o Padre Ângelo Bússollo o conheceu bem, uma vez que, o padre Izidoro fora seu mestre nos idos anos de 1957. “Era uma pessoa muito humilde, estudioso e muito atencioso para com as pessoas e consciente de suas responsabilidades. Sempre soube conduzir as pessoas para um bom caminho. Além disso, gostava muito de esportes, principalmente no futebol, onde foi um bom zagueiro”, complementou.

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